A dor no rim, caracterizada por uma dor na região lombar, é uma queixa muito comum na população em geral. Entretanto, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, a grande maioria dos casos de dor nas costas não é provocada pelos rins, mas sim pela coluna e estruturas adjacentes.A lombalgia por problemas da coluna e a dor renal são completamente diferentes e possuem causas distintas.
Os rins
São dois órgãos localizados em ambos os lados da coluna vertebral, atrás das últimas costelas, e medem aproximadamente 12 centímetros. Pesam cerca de 150 gramas cada. Os rins possuem três funções principais são elas : eliminar as toxinas ou dejetos resultantes do metabolismo corporal: uréia, creatinina, ácido úrico, etc; manter um constante equilíbrio hídrico do organismo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos, evitando, assim, o aparecimento de edemas (inchaços) e aumento da pressão arterial; atuar como órgãos produtores de hormônios: eritropoetina, que participa na formação de glóbulos vermelhos; a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio para fortalecer os ossos; e a renina, que intervém na regulação de pressão arterial.
Dores nos rins
A dor renal pode ser precipitada por isquemia renal (redução do aporte de sangue), inflamação/infecção dos rins, tração ou distensão da pelve renal ou distensão da cápsula que recobre os rins. Na prática, isso significa que as seguintes lesões e doenças renais costumam ser as causas mais comuns de dor nos rins:
• Cálculo renal
• Infecção dos rins (pielonefrite)
• Doença policística renal
• Hidronefrose (obstrução da passagem de urina, resultando em dilatação dos rins).
• Trombose da veia renal.
• Isquemia renal.
• Câncer renal.
• Trauma nos rins.
As doenças renais podem ser silenciosas, mas há casos em que o indivíduo sente alguns sintomas. Os sinais e sintomas mais conhecidos são: hipertensão arterial, urina com sangue, urina com espuma (presença de proteínas na urina), edemas, eliminação de urina muito clara (como água), anemia (palidez, cansaço, dor no peito e sonolência).
Quando a enfermidade está muito avançada, pode haver perda do apetite, náuseas, vômitos, cãibras, prurido (coceira), perda de memória, falta de concentração, tremores, insônia ou sonolência. Procurar um nefrologista é indispensável nesses casos.
Atualmente, estima-se que 10% da população tenham algum grau de doença renal. O número chega a dobrar em pessoas entre 65 e 75 anos. Para avaliar a função desse órgão tão importante é necessário fazer alguns exames de sangue, e o exame de urina.
No Brasil, a inflamação crônica dos rins – ou nefrite – ainda é a principal causa de insuficiência renal, seguida do diabetes e da hipertensão arterial (pressão alta).
Cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias de repetição e doenças menos freqüentes, como a doença policística dos rins, também podem gerar a insuficiência. Ao contrário do que se pensam muitas dessas doenças podem se manifestar já na infância. Quando os rins já não funcionam adequadamente é preciso fazer a diálise. Se o paciente não conseguir um transplante renal, possivelmente ele terá que fazer tratamento para o resto da vida.
Hemodiálise ou diálise peritoneal são tratamentos que, a cada ano, mais de 20 mil brasileiros precisam realizar.Com algumas medidas simples é possível cuidar bem dos rins. Veja como:
• Diminua o consumo de sal nos alimentos. O máximo permitido é de cinco a seis gramas por dia.
• Beba bastante água, mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos com regularidade.
• Não fume e mantenha um peso adequado.
• Meça a sua pressão arterial.
• Cuidado na hora de utilizar algum medicamento. Remédios só com a indicação do médico
