Cuidados de Carnaval : Vacinação em dia

A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doenças. É muito melhor e mais fácil prevenir uma enfermidade do que tratá-la, e é isso que as vacinas fazem.

A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a comunidade como um todo. Quanto mais pessoas de uma comunidade ficarem protegidas, menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – seja contaminada.

Em 1776, há mais de 200 anos, foi produzida a primeira vacina, contra o vírus da varíola – hoje erradicado. Nessa época, o médico britânico Edward Jenner elaborou as vacinas a partir de lesões em vacas e, hoje em dia, por meio de avanços tecnológicos na medicina, existem vacinas para diversas doenças como contra gripe, hepatite, febre amarela, sarampo, tuberculose, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, meningite, poliomielite, diarreia por rotavírus, caxumba e pneumonia causada por pneumococos entre muitas outras que estão em constante evolução e estudo.

É importante destacar que as vacinas não são necessárias apenas na infância. Os idosos precisam se proteger contra gripe, pneumonia e tétano, e as mulheres em idade fértil devem tomar vacinas contra rubéola e tétano, que, se ocorrerem enquanto elas estiverem grávidas (rubéola) ou logo após o parto (tétano), podem causar doenças graves ou até a morte de seus bebês.Os profissionais de saúde, as pessoas que viajam muito e outros grupos de pessoas, com características específicas, também têm recomendações para tomarem certas vacinas.

Tipos de Vacina

H1n1

A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripeque pode ser evitado através da vacinas ,atualmente existem dois tipos disponíveis, a trivalente e a tetravalente ou quadrivalente. De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunização, para as crianças com mais de nove anos e adultos, uma dose anual é suficiente para conferir a proteção desejada. Para crianças de seis meses a nove anos de idade são recomendadas duas doses na primeira vez em que forem vacinadas, a chamada primovacinação e, posteriormente, uma dose anual. A vacinação é a principal estratégia para a prevenção do H1N1 e outros tipos de influenza, mas para atingir seu objetivo deve ser repetida anualmente

Hepatite A 
A vacina contra o vírus da hepatite A tem por objetivo a prevenção em praticamente 100% desta doença infecciosa causada por um vírus, cuja transmissão é tipo fecal-oral, ou seja, o vírus é excretado pelas fezes e contamina o humano através da ingestão de líquidos ou alimentos contaminados por ele. A vacina contra a hepatite A é uma das mais seguras vacinas disponíveis, praticamente isenta de reações e confere 100% de proteção. A vacina está indicada para TODAS as crianças a partir de 1 ano de idade, em duas doses, por via intramuscular, com intervalo de 6 meses entre elas. No adulto, não há limite superior de idade para receber a vacina. Nos pacientes que já possuem imunidade contra o vírus da hepatite A (documentada através de exame de sangue especifico), a vacinação não é necessária. A vacina contra a hepatite A pode ser feita concomitante a qualquer outra vacina, sem interferência.

Hepatite B
A vacina contra a hepatite B é importantíssima, pois confere proteção contra um dos vírus de hepatite que pode se tornar uma doença crônica (para sempre), evoluindo muitas vezes para cirrose e câncer do fígado. A vacina contra o vírus da hepatite B está indicada para TODAS as crianças, no nascimento, pois tem a capacidade de prevenir a transmissão do vírus da hepatite B da forma dita “vertical”, ou seja, a transmissão da mãe para o recém-nascido no momento do parto. A vacina contra o vírus da hepatite B está indicada para TODAS as pessoas, num esquema de 3 doses, sendo a primeira dada nas primeiras horas de vida, a segunda entre 1 e 2 meses em relação à primeira dose, e a 3ª dose 6 meses após a primeira. Não há necessidade de reforço. A eficácia da vacina contra a hepatite B é superior a 95%, podendo ser menor em populações especiais, como obesos, diabéticos, pacientes com insuficiência renal crônica, entre outras situações clínicas.
 Meningite Meningocócica tipo C

Esta vacina, também conhecida como a vacina contra a meningite C, é indicada para prevenir as meningites causadas pelo meningococo do sorogrupo C, em adultos ou crianças com mais de 2 anos de idade. Como a proteção desta vacina apenas tem uma duração que varia entre 1 a 2 anos, ela apenas é indicada em casos ou regiões onde existe surtos da doença. A vacina contra a meningite C deve ser administrada numa única dose, que deve ser administrada viu intramuscular e faz parte do plano de vacinação.

Meningite Meningocócica tipo B

Esta vacina também pode ser conhecida comercialmente como bexsero e  é utilizada para proteção contra a meningite causada pelo meningococo do tipo B e é indicada para

  • Crianças entre os 2 e os 5 meses de idade, são recomendadas 3 doses da vacina, com intervalos de 2 meses entre as doses. Além disso, deve ser feito um reforço da vacina entre 12 e os 23 meses de idade;Para crianças entre os 6 e 11 meses, são recomendadas 2 doses com intervalos de 2 meses entre doses, devendo ser feito também um reforço da vacina entre os 12 e os 24 meses de idade;
  • Para crianças entre 12 meses e 23 anos de idade, são recomendadas 2 doses, com intervalo de 2 meses entre doses;
  • Para crianças entre os 2 e os 10 anos de idade, adolescentes e adultos, são recomendadas 2 doses, com intervalo de 2 mês entre doses;
  • Para adolescentes a partir dos 11 anos de idade e adultos, são recomendadas 2 doses, com intervalo de 1 mês entre doses.

Esta vacina também pode ser conhecida pelo nome comercial Bexsero, devendo ser administrada através de uma injeção no músculo, por um médico ou enfermeiro. Esta vacina não faz parte do plano de vacinação.

Fundação Oswaldo Cruz / revistahospitaisbrasil/Tua saúde / familia.sbim

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