Infelizmente nem toda mulher sabe, mas cinco mil brasileiras diagnosticas com câncer de colo de útero morrem, todos os anos, segundo o Inca – Instituto Nacional de Câncer. Esse é o terceiro tipo de câncer que mais mata, entre elas. Além disso, 15 mil novos casos podem ser detectados anualmente.
A transmissão do vírus se dá pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada durante a relação sexual. “O intervalo entre uma infecção pelo vírus não tratada e o desenvolvimento do câncer pode levar décadas. Por isso, devemos focar no acompanhamento ginecológico através do exame de Papanicolaou para tratar qualquer alteração que apareça no colo do útero”.
Quando instalado, o câncer têm cinco estágios. No início ele está localizado apenas dentro do colo do útero. No segundo e terceiro estágios, o câncer se espalha pelo útero e pode atingir a parede óssea e até a vagina. Já na fase final, com metástases, a bexiga e o intestino baixo também ficam comprometidos.
“Por ser uma doença silenciosa, no começo, dificilmente ela irá apresentar algum sintoma. Mas, nas fases avançadas a mulher pode ter corrimento ou sangramento espontâneo após a relação sexual, dor na região pélvica e dificuldade em urinar ou apresentar urina com sangue”, explica a ginecologista.
A chance de cura varia conforme a proporção da doença. Mas, diagnosticado em fases iniciais a paciente pode lidar de forma tranquila com o problema.
Citologia de Base Liquida
O exame é essencial para diagnosticar lesões no colo do útero. O teste é feito com a raspagem do colo com uma espátula. Essas células são espalhadas em uma lâmina que será analisada em laboratório.
O ideal é realizar o exame pelo menos uma vez por ano em mulheres com vida sexual ativa.
Além do Papanicolaou, a colposcopia também é um exame importante para avaliar o colo do útero e deve ser solicitada para complementar a investigação.
Fonte: Portal Hospitais Brasil – Clínica Médica 28 de Julho
