Melatonina ajuda a regular o sono: Conheça os benefícios e contraindicações

 

Depois de anos de espera, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, parcialmente, a comercialização de melatonina –o “hormônio do sono”– no Brasil. No momento, apenas uma empresa, recebeu permissão para importá-la e vendê-la a farmácias de manipulação. Para quem não sabe, a melatonina é produzida no escuro pela glândula pineal –localizada na parte central do cérebro– e, assim que o corpo a reconhece, assimila que é hora de dormir.

Por isso, se você estiver em um local iluminado, mesmo que pela luz emitida pela televisão, computador ou celular, a produção diminuirá e o organismo receberá o recado de que ainda é dia. Como resultado, o relógio biológico fica desregulado e todos os demais hormônios param de funcionar corretamente, causando não só distúrbios de sono, como também uma série de problemas à saúde. Entre eles, obesidade, diabetes, envelhecimento precoce e hipertensão.

Quando tomar?

Na maioria das vezes, a melatonina é indicada para trabalhadores noturnos, que precisam dormir em horários alternativos, ou para quem tem uma rotina fora do comum. Aqueles que sofrem com o incômodo “jet lag” (alteração do ritmo biológico após mudanças do fuso horário em longas viagens de avião) também podem fazer uso.

Ela ainda pode ser indicada para melhorar o bem-estar de pacientes portadores de doenças que diminuem a produção do hormônio, como Alzheimer, Parkinson, autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Gestantes e mulheres que desejam engravidar ou que estejam fazendo tratamento à base de estrogênio devem ficar longe da substância, uma vez que ela tem um leve efeito inibidor do hormônio feminino.

Se você não se enquadra nos casos citados, dificilmente precisará ingeri-la. E vale enfatizar: uma simples dificuldade para dormir não é suficiente para tomá-la, pois é preciso que exames solicitados por endocrinologistas ou médicos do sono comprovem sua deficiência. Se a pessoa não tiver uma necessidade médica e, mesmo assim, fizer uso, o organismo sairá do ritmo e as consequências serão graves.

Ela pode desenvolver distúrbios metabólicos e imunológicos sérios.Outros problemas desencadeadores da falta de sono, como depressão e ansiedade, também não podem ser tratados com a substância. A melatonina vai funcionar para dormir se o problema de base for a falta do hormônio. Se você dorme mal por depressão, por exemplo, não fará efeito e precisará de outro tipo de medicamento.

Prescrição médica

A automedicação é uma realidade nos países em que sua comercialização é autorizada.Existem cidades no exterior onde a melatonina é encontrada facilmente em farmácias e supermercados, sem necessidade de prescrição médica alerta para o perigo da ingestão sem orientação de um especialista.A automedicação é um erro grave,o horário e a dose dependem muito do quadro do paciente. A venda indiscriminada é reprovável e deve ser proibida. exatamente pela falta de consciência dos pacientes e dos médicos que a substância ainda não foi totalmente liberada pela Anvisa.

A melatonina passou a ser receitada para qualquer coisa. Em comunicado, a agência reguladora declarou que a análise minuciosa e a adoção de critério rigorosos para a liberação têm exatamente como objetivo “estabelecer a segurança” em relação à utilização do hormônio.

Deixe uma resposta