Dia Internacional de combate ao Câncer Infantil: Diagnóstico e Tratamento

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Cerca de 12 mil novos casos de câncer infantil são registrados no Brasil a cada ano, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O número é alto, mas não deve ser motivo para alarde. Isso porque, o câncer em crianças e adolescentes é considerado uma doença rara – no mundo, apenas 3% do total de casos de neoplasias malignas acometem jovens de 0 a 15 anos e a maioria deles acontece na primeira infância. Dados do Inca também apontam que, a cada um milhão de crianças de 0 a 5 anos, temos 200 casos; na faixa dos 5 aos 10, a média cai para 100.
Além disso, de acordo com o superintendente médico do GRAACC, Sérgio Petrilli, a taxa média de cura do câncer pediátrico no Brasil é de cerca de 80% – alguns tipos da doença chegam a ter índices ainda mais elevados. No entanto, para obter esses números, é essencial que o diagnóstico seja feito precocemente, com um tratamento realizado em centros especializados.

O problema é que nem sempre a doença é descoberta no seu estágio inicial, principalmente porque alguns sintomas – como febre persistente, manchas rochas pelo corpo, gânglios e dores nos ossos ou no abdômen – podem se confundir com os de outros males muito comuns na infância. “O importante é ficar atento caso o problema não desapareça uma semana após a visita ao pediatra”, reforça o superintendente médico do GRAACC.
Origens da doença
As causas do câncer infantil não são totalmente conhecidas. O que se sabe é que ele é causado por alterações em células embrionárias primitivas e imaturas, isto é, ainda em fase de crescimento, o que faz com que a evolução da doença geralmente ocorra de forma mais acelerada nos pequenos do que em indivíduos mais velhos.
Sintomas


Tratamento promissor
A escolha do tratamento depende do grau de evolução da doença, do tipo de tumor e da idade do paciente. Podendo ser quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, combinados ou não, mas a radioterapia é bem pouco usada em crianças, pois produz mais efeitos colaterais a longo prazo.De qualquer forma, como a quimioterapia diminui a concentração das células de defesa do corpo, durante o tratamento a criança não deve comer comidas cruas, nem usar a piscina ou tomar muito sol.

Uma gripe ou infecção que podem ser simples de curar para uma criança em condições normais, é bem mais complicada para quem está com as defesas do corpo baixas. A quantidade de plaquetas, que são os componentes sanguíneos que ajudam a conter sangramentos, também cai, mas cerca de três semanas após o término do tratamento o indivíduo já pode voltar a levar uma vida normal.
Outro fator que conta a favor dos pequenos é que, diferentemente dos adultos, é rara a ocorrência de comorbidades, como diabetes, hipertensão e obesidade, que prejudicam a evolução do tratamento. Por outro lado, o grande problema é que não é possível fazer uma prevenção primária do câncer infantil. Os adultos podem, por exemplo, evitar o cigarro e a exposição excessiva ao sol, que estão entre os causadores de alguns dos principais cânceres na fase adulta, mas as chances de influências ambientais ocasionarem um câncer infantil são muito menores

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