Qualquer pessoa tem medo de ficar doente. Em alguns casos, o sentimento pode extrapolar o bom senso e a racionalidade e se transformar em fator . No caso das mulheres, o é a maior preocupação. Antes de se desesperar ao descobrir alguma forma sólida nos seios, é bom saber que as chances de ser algo benigno são substancialmente maiores. É comum atender pacientes que chegam apavoradas por terem detectado um nódulo mamário, revela o médico Alexandre Vicente de Andrade, professor da disciplina de Ginecologia da PUC-SP. Na maioria dos casos, os sinais relacionam-se a outras menos sérias.
De acordo com o Dr. Alexandre Vicente, algumas doenças mamárias relativamente comuns podem ser confundidas com sintomas de câncer. Veja algumas dicas:
- – Não é um sintoma importante de câncer. De certa forma, é uma pena que o câncer de mama não cause dor, porque seria um sinal de alerta importante na descoberta precoce da doença. Toda dor é um sinal. Portanto, se o sintoma persistir, vale a pena .
- – São muito comuns. A maioria das mulheres apresenta essas pequenas formações , o que não caracteriza doença e nem aumenta o risco para se desenvolver . O único problema é que com o tempo a mulher se habitua a conviver com esses sinais e se caso um dia surgir um , pode não notar a diferença e ignorá-lo. Uma boa dica é prestar atenção em dois elementos: os nódulos são um pouco mais duros que os . Durante o período pré-menstrual os cistos tentem a aumentar, se tornam mais aparentes e, depois da menstruação diminuem de tamanho, enquanto que com os nódulos ocorre o contrário. Um médico pode avaliar clinicamente e formar um diagnóstico com base em exames laboratoriais e de imagem.
- – É uma doença que está relacionada ao aumento da incidência do câncer de mama em torno de cinco a seis vezes. Isso, contudo, não significa que as pacientes irão desenvolver a doença, apenas que o risco é maior. Requer acompanhamento médico.
- Assimetria mamária– é muito comum, principalmente na fase em que as mamas estão se formando (adolescência).
- – Deve ser um sinal importante se o líquido for expelido por uma só das mamas, tiver coloração semelhante a da água e contiver um pouco de sangue. Se surgir nos dois seios, revela algum problema que está refletindo nas mamas. É sempre bom procurar um médico quando o sinal aparece.
- Displasia mamária– O termo praticamente desapareceu, mas deixou marcas nas gerações passadas. Quando a não conseguia identificar doenças mamárias, lançava mão dessa denominação.
Pesquisa avaliou um milhão de mulheres que se submeteram à reposição hormonal
Foram divulgados no último mês de agosto, os resultados de uma pesquisa promovida na Inglaterra, que acompanhou um milhão de mulheres submetidas a diferentes formas de . A conclusão mostra que a terapia potencializa o risco, mas não a considera como agente causador – do . O importante é entender que os hormônios não causam câncer de mama. Eles não provocam o início da doença, mas, provavelmente, faz com que surja um pouco mais rápido, explica o médico Alexandre Vicente de Andrade, professor da disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da PUC-SP.
Apesar da constatação sobre o aumento dos fatores que podem desencadear a doença, Alexandre Vicente acredita que a terapia aumente o índice de incidência, mas não de mortalidade. Desde a década de 70, já suspeitávamos que a pudesse se relacionar com o surgimento de , explica. Por isso, as mulheres que fazem esse tipo de terapia são acompanhadas com mais atenção, submetendo-se a exames clínicos, laboratoriais e de imagem mais frequentemente. Assim, as chances de se descobrir alguma anomalia em estágio inicial é maior, aumentando as chances de cura.
Com a divulgação da pesquisa inglesa, envolvendo um contingente bem maior – um milhão de mulheres que receberam vários tipos de medicamentos, a certeza no meio médico é que a terapia aumenta o risco à neoplasia mamária. Pelos resultados, foi possível identificar a forma da reposição que mais potencializa o risco. É quando se associa o estrogênio e a , cujo esquema é o mais aplicado no Brasil, alerta o dr. Alexandre. Segundo o médico, o uso isolado do estrogênio indicado às mulheres que se submeteram à histerectomia (retirada do útero), também aumenta o risco de câncer de mama, mas em escala menor do que quando aplicados associadamente.
Para o professor da PUC-SP, a medicina vive uma nova fase no que diz respeito à . A medicina é caracterizada por ciclos, pondera. Surgem as novidades, muitos acabam utilizando-as de maneira indiscriminada até que começam a surgir os problemas. Só depois é que a aplicação se torna mais indicada e equilibrada, diz. Há algum tempo, a era quase obrigatória. Atualmente, a terapia não é indicada para todas as mulheres. Mas é muito positiva para pacientes com problemas causados pela deficiência de hormônios ovarianos, osteoporose, problemas vasculares e cardiovasculares, por exemplo, defende.
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