Você sente alguma dormência na face? O que pode ser? | Dormência na face

A dormência no rosto pode ser sinal de muitas diferentes e pede uma visita imediata a um . É preciso investigar!

 

O nervo trigêmeo é o responsável pelo controle motor dos músculos da mastigação e sensibilidade da face. O trigêmio recebe este nome porque possui três grandes ramos: o mandibular, o oftálmico e o nervo maxilar e que se distribuem para a face da forma como mostra a figura ao lado. É atraves do componente sensitivo deste, que percebemos os estímulos que chegam da pele da face, da parte da frente da língua, dos dentes, da ATM, da conjuntiva dos olhos e até de uma das meninges (membranas) que recobre o cérebro: a dura-máter.

Assim, por estar relacionado a tantas áreas diferentes e possuir um trajeto bem sinuoso por dentro da cabeça (passando por dentro de buracos existentes nos ossos e entre os músculos e outras visceras da face), muitos outros sintomas, além da ,  podem ser produzidos tais como ardência, formigamento, hiperalgesia (sensação aumentada/desproporcional de dor) e a famosa do trigêmio. Isso porque  há muitos pontos onde ele pode ser comprimido, empurrado ou lesionado de alguma forma, seja por um , um , infecções ou mesmo por irritação neurológica produzido por alguma coisa que acione os receptores (sensores) para dor que existem nas áreas da face onde ele inerva como, por exemplo, as disfunções da ATM (DTM).

Assim, quando uma pessoa apresenta um sinal de alteração deste , como é o caso da dormência no rosto, é de suma importância que seja feita uma do mesmo, de preferência, por um .

Num primeiro momento o avaliador testa os receptores de tato da pele, com uma gaze, nas diferentes áreas de subdivisão do trigêmio. O objetivo é saber se há alguma destas áreas, em especial, afetada. Se houver, é um indicativo de que ramo e tipo de receptor se encontra prejudicado e irá orientar o resto da investigação diagnóstica. Em um segundo momento, a avaliadora utiliza um haste com uma pequena pontinha, para testar os receptores de dor das mesmas subáreas testadas anteriormente. Assim já se pode haver um diferenciação entre o “” que conduz a dor e o que conduz o tato (relacionado à propriocepção).

Em seguida, ela avalia a propriocepção da língua, faz um teste básico de força dos músculos mastigadores, sensibilidade da conjuntiva ocular e reflexo mandibular. A falha de resposta em cada uma dessas fases irá orientar o profissional em que ponto do nervo poderá haver uma lesão ou, somado aos dados da entrevista (anamnese), quais escolher para investigar alguma doença que explique as alterações que forem encontradas.

Se você possui uma ou algum outro tipo de alteração da sensibilidade nas áreas descritas nesse texto, é extremamente importante que você procure um neurologista e, a depender do caso, um dentista com experiência em patologia da ATM. Quanto mais cedo se detecta o problema, maiores são as chances de encontrar uma solução.

Referências:

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